Comissão da AL analisa 2 requerimentos de CPIs

Uma comissão técnica nomeada pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Eduardo Botelho (DEM), deve apresentar ainda nesta quarta-feira (8) um parecer sobre os requerimentos apresentados pelos deputados Janaína Riva (MDB) e Wilson Santos (PSDB) com o mesmo objetivo: abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o escândalo dos grampos telefônicos no governo do estado.

Na mesma sessão dessa terça-feira (7), os parlamentares apresentaram os requerimentos. Janaína Riva obteve 10 assinaturas. Wilson, que procotolou o documento antes da colega de parlamento, disse ter conseguido nove, contudo, não divulgou os nomes de quem assinou o requerimento.

Durante a sessão, Janaína Riva alegou que Santos não tinha conseguido as assinaturas e que não seguiu o rito.

Diante dessa “briga” entre os parlamentares, o presidente nomeou essa comissão para avaliar o caso e emitir um parecer.

Botelho disse não ter checado a acusação da parlamentar, mas que pediu que fosse checada. “Não chequei e decidi nomear uma comissão, com o procurador, o consultor e mais uma pessoa, para fazer um levantamento. Se for o caso, ver todas as sessões, tudo foi gravado e apresentar um parecer para a Mesa de quem é o direito da CPI. Se da Janaina ou do Wilson”, declarou.

A comissão é composta pelo procurador-geral da ALMT, Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, e pelo consultor jurídico da Mesa Diretora, Xisto Bueno.

Eles devem fazer um levantamento das três sessões realizadas na terça-feira e apresentar um parecer técnico.

A decisão, tomada com base no parecer, deve ser apresentada na sessão de terça-feira (14).

Se aberta, a CPI deve investigar as denúncias de grampos clandestinos envolvendo coronéis da Polícia Militar e o ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques.

Grampos

O esquema de escutas clandestinas foi denunciado à Procuradoria-Geral da República pelo promotor de Justiça Mauro Zaque, que foi secretário de Segurança em 2015.

Ele diz que recebeu denúncia do caso no mesmo ano e que alertou o governador Pedro Taques (PSDB). Agora, a PGR investiga se Taques sabia do crime e de quem partiu a ordem para as interceptações. O governador, por sua vez, nega que tinha conhecimento sobre o caso.

A central clandestina teria funcionado entre 2014 e 2015 e foi denunciada pelo promotor de justiças.

O escândalo dos grampos veio à tona em maio de 2017, em uma reportagem do Fantástico.

De acordo com a denúncia, foram interceptados telefones de políticos da oposição ao atual governo de Mato Grosso, advogados, médicos e jornalistas.

O esquema era operado por policiais militares por meio de um fictício Núcleo de Inteligência, numa suposta investigação sobre a participação de policiais em tráfico de drogas. Porém, a polícia pediu à Justiça a autorização para quebrar o sigilo telefônico de pessoas que não tinham nada a ver com essa apuração.

 

Por G1-MT